“Estados Unidos da Merda”

Published December 6, 2012 by monalima

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Comecei por escolher os fundos e desde cedo queria fazer uma crítica social com este meu trabalho, por isso achei que podia representar a maior potência mundial, os Estados Unidos da América, de várias maneiras neste trabalho.

Coloquei a bandeira dos E.U.A. de fundo; a cara do Presidente Obama no centro (com macacos no lugar dos olhos que simbolizam os seus “lacaios”, ele “vê” o que se passa no mundo através deles); coloquei a serpente em cima da cabeça dele para simbolizar os mortos nas guerras do Médio Oriente, porque a serpente, na mitologia Maia, simboliza a passagem da vida para a morte; dos dois lados da cara de Obama encontram-se as Torres Gémeas com uma lagarta a descer uma delas, que simboliza a morte lenta que as pessoas tiveram nos atentados de 11 de Setembro (a lagarta simboliza a lentidão); outro fundo que coloquei foi o deserto porque é como o mundo, se tudo continuar assim, vai estar daqui a uns anos; do lado esquerdo encontra-se uma placa a dizer “Welcome to Heaven” (Bem-vindo ao céu), que se refere ao “American Dream” que muitas pessoas procuram ao irem trabalhar para lá; nessa mesma placa encontra-se um autocolante de um WC Feminino que para mim simboliza a sujidade a que algumas mulheres se sujeitam para ganhar dinheiro quando o seu sonho americano se torna num pesadelo; temos, ainda do lado esquerdo, unicórnios a subir o Monte Everest, ou seja, pessoas que se fantasiam e não sabem gerir a ambição e querem sempre mais e não sabem parar, acabando por se perder; temos ainda uma garrafa de vinho no centro e um maço de tabaco à direita que simbolizam os vícios e a tentação; coloquei a figura de Fernando Pessoa, que representa a literatura, com a cara de o Zombie Man (homem tatuado da cabeça aos pés) representando as formas de arte a que se dão mais valor agora, principalmente nos Estados Unidos, a tatuagem começa a ser uma arte muito importante, por vezes mais valorizada que a literatura ou outras artes mais antigas; vemos um barco de uma obra de Van Gogh, para mim o barco representa os altos e baixos da vida de uma pessoa; ao centro, coloquei a cara de Salvador Dali no corpo de um cão, ou seja, a arte foi domesticada, está a perder a sua liberdade, por vezes quem faz coisas diferentes é rejeitado só porque essa coisa é diferente; por fim mas para mim, o mais importante, coloquei sete mãos apontando para tudo o que coloquei em cima, cada mão representa um dos sete pecados mortais: a Avareza, a Ira, a Gula, a Luxúria, o Orgulho, a Preguiça e a Vaidade.

Não tive grandes influências artísticas, as minhas influências: de notícias, de jornais, da internet e por outros meios de informação; e principalmente pelo meu pensamento e forma de ver as coisas, uma pessoa que não veja a situação política, cultural e económica da mesma maneira que eu, nunca seria capaz de dar esta simbologia que dei a um trabalho, daria uma simbologia completamente diferente.

Para a composição utilizei o CorelDRAW 12 e para a apresentação utilizei o VegasPro 11.0.

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Psicadelicamente Falando (…)

Published November 24, 2012 by monalima

Psicadelismos entram na minha cabeça e, psicadelicamente falando, eu fico bastante psicadélico. Entro numa psicadelização extremamente psicadélica e não consigo ver mais nada a não ser uma mente psiquicamente débil e criativa ao mesmo tempo.

O ridiculo desta psicadelicologia é que eu não consigo lembrar-me do ser psicadélico que tinha dentro de mim.

Caracterizo-me como um psicadélico nomada, rejeitado e borrado aqui eu estou.

Por muito que tente, o meu psicadélico me matou.

E não consigo voltar a ser a pessoa que eu era e sou.

Não consigo perceber o que psicadelicamente mudou.

Mateus Rosé

Published November 18, 2012 by monalima

Após o concerto do grande Norberto Lobo, no Club de Vila Real, fui para casa porque estava sem vontade para pioledos e Andromedas.

Estou deitado na cama, sozinho, com sabor de Mateus Rosé na minha boca e de ressaca graças ao magusto do pessoal de artes, ontem.

É nestas alturas que me lembro de vocês, os meus 2 seguidores deste blog. O meu blog dos atrofios e coisas que me vêm à cabeça.

Provavelmente nenhum desses seguidores, segue literalmente este blog.

Enfim..

Que posso fazer?

Nada.

Mas nada é fazer muito.

Boa noite, e um bom domingo.

Hasta!

Realidade dentro do sonho da realidade (come cacos)

Published November 14, 2012 by monalima

Hoje estava eu muito descansadinho a dormir, como normalmente faço, até que começo a sonhar. A cena foi que comecei a sonhar que estava acordado e não me apercebi que estava a sonhar como é costume.

Sentia-me dentro do sonho, mas ao mesmo tempo não o conseguia sentir. Tudo parecia demasiado real e físico.

Sentia tudo que se passava, até ter sono e no entanto estava a dormir.

Sentia cansaço e no entanto estava noutro mundo.

Aliás, penso que foi o primeiro sonho em que andei e não rastejei.

Deve ter sido o primeiro sonho em senti mesmo o frio paralizador de Trás-os-Montes.

No sonho, levantei-me, tomei banho, comi o pequeno almoço, preparei a mochila para as aulas, abri a porta de casa, fui para o carro, cheguei à escola e vim para a aula de Multimédia.

PS: Moca de sono também conta.

Diarreia Cerebral, Episodio 1

Published November 9, 2012 by monalima

Porque é que toda a gente vive sem gosto em viver, porque é que não dão graças ao raio que o foda de viverem cada dia..

Fico indignado, porque ninguém que eu conheço vive, VIVE!!

Limitam-se a sobreviver. Ou porque não têm tempo, ou porque têm de estudar, ou porque não têm dinheiro, que se foda isso tudo..

Que se fodam os teste, a escola, o que é correcto, os preconceitos, as leis, que se foda tudo, vivam com alma de quem quer viver.

Aproveitem cada dia como se fosse o vosso último, vivam como se não houvesse amanhã.

Andem nus na rua se vos apetecer, façam sexo com animais, fumem alface, comam Golden Grahams do Pingo Doce, façam essas maluqueiras todas e vão ver como tudo é melhor.

Até o cocó vai cheirar melhor.

Sigam estes conselhos e vão ver que conseguem ser mais felizes que o Fernandinho.

Peace motherfuckers!

¡Uno! (e mais) – Green Day

Published October 31, 2012 by monalima

Desde sempre sou fan incondicional desta banda, mesmo durante a era de um album desesperado à procura de ser comercializado como o 21st Century Breakdown, mesmo durante aqueles 5 anos sem dizerem nada o pessoal e ,agora, mesmo permitindo que uma música esteja no Twilight ou o raio que o parta.

Na minha opinião e não querendo ser hipster ou algo do género, o melhor album deles foi o Kerplunk, lançado em 1992. Notava-se claramente que eram eles que estavam a escrever as músicas e esforçarem-se ao máximo para ganharem conhecimento na cena punk dos anos 90. O Dookie foi espectacular também mas já se notava o conceito de “major label” em cada música, algo mais comercial.

Bem, na minha opinião, este ¡Uno! é um reviver do que se passou entre 88 e 94. Nota-se que, ao contrário do 21CB, estão a ser verdadeiros a si mesmo (dentro dos limites dados pela editora, claro). Não há muitas bandas famosas hoje em dia a fazerem o que eles estão a fazer. Não digo isto pela cena de lançarem 3 albuns seguidos (coisa que já tinha sido feita pelos Ramones), digo isto porque normalmente as bandas rock mais antigas tendem a ficar comerciais para sempre a partir do momento em que o começam a ser. Os Green Day, não.

Tirando a nódoa que foi o 21CB, esta banda não pode ser acusada de ser poser, nao pode ser acusada de se ter esquecido da sua verdadeira essência e não pode ser acusada de se tornar Pop.

Para mim, este albúm foi o quarto melhor deles (antes está o Kerplunk (1992), Dookie (1994) e American Idiot (2004)), mesmo passados 24 anos estes senhores continuam a dar-lhe certinho e a mostrar ao mundo que o punk não está morto (pelo menos o pop-punk).

De 0 a 10? Este albúm merece um 6,5.

 

Chichorro vs Chicharro

Published October 14, 2012 by monalima

O pintor moçambicano, Roberto Chichorro, veio à nossa querida escola fazer uma visita.

Mas quem é o Roberto Chichorro afinal? Bem, nem nós, nem especialistas sobre arte souberam responder, só após uma aprofundada pesquisa é que dissemos “Ah! Afinal é este senhor!

Tantas semanas de preparo para receber alguém que nem alguns professores de Arte conheciam. Em vez de se preocuparem em mandar embora alguns funcionários incompetentes embora, organizarem workshops que nos ajudassem a progredir ou outras coisas do género, recebemos em grande este senhor (que merece todo o respeito, não me intrepetem mal) como se fosse o Barack Obama.

Enfim, o mais irónico foi que mal cheguei a casa para almoçar a minha mãe tinha feito chicharro com batata cozida. Até à força nos fazem engolir estas hipocrisias.